
AGRUPAMENTO 46
AGUALVA-CACÉM






















































agrupamento 46
A nossa História
Decorria o ano de 1973, quando na Junta Regional de Lisboa foi recebida uma carta do Pe. Álvaro Magalhães Teixeira, que era o Director dos seminaristas no Seminário Claretiano do Cacém, a indagar o que era preciso para fundar o Escutismo na vila do Cacém, pois a juventude não tinha atractivos.
Naquele tempo, fazia parte da Junta Regional de Lisboa o Chefe José Carlos Paraíso de Oliveira (conhecido como o Chefe Paraíso), que habitava há vários anos no Cacém. Ele tinha conhecimento de que 3 Dirigentes, um do Agrup. 47 Chiado (Gabriel Fernandes) e 2 do Agrup. 57 Benfica (Júlio Figueiredo e João Nascimento), também tinham ido habitar para o Cacém e foi por isso que se lembrou de os convocar para a reunião que marcara com o Pde Teixeira.
Na reunião concluíram que só poderiam avançar se conseguissem arranjar um espaço para o grupo, pois já em 1971, um seminarista, que era caminheiro em Setúbal, havia tentado por aqui fundar um agrupamento e não o pode fazer por não ter instalações adequadas na Paróquia. O Pe. Teixeira, pediu ao Superior do Seminário Claretiano o tão desejado espaço e este anuiu, tendo-lhe confiado uma arrecadação que precisava de obras, mas que tinha uma saída independente para o exterior.
A fundação do 46 do Cacém
Em Setembro de 1973, anunciou-se na Igreja a intenção de se aceitarem jovens para fundar um Agrupamento. Naquele tempo, a nossa cidade era conhecida simplesmente por CACÉM e por aqui só havia uma igreja, a capela no Largo da Republica, no lugar de Agualva. A celebração da eucaristia no Cacém (dito de cima) era habitualmente realizada numa escola primária cedida para o efeito. Foi aí, nesses dois locais, na Capela e na escola primária, que se receberam as primeiras inscrições, feitas no impresso oficial da nossa Associação e só se aceitavam jovens do sexo masculino, dos 7 aos 11 anos, pois o Agrupamento só iria arrancar com Lobitos e Exploradores Júniores.
As actividades começaram em Outubro, mas não sem antes se realizar uma reunião de Pais onde se deu a conhecer o que era o Escutismo e a responsabilidade que havia não só para os jovens como também para os progenitores. As inscrições recebidas deram para formar 3 Bandos e 3 Patrulhas. Entretanto, juntou-se a nós mais um chefe oriundo do Agrup. da Damaia, que depois de casado para cá se mudara: Carlos Baptista. A sua esposa também quis entrar e juntou-se às raparigas e senhoras, que naquele tempo se chamavam “Aquelás” e trabalhavam com a Alcateia (eram as animadoras).
Pela Quaresma, começou a falar-se do dia das primeiras Promessas e de como nos tínhamos de apressar, pois o Pde João, o Pde Provincial, teria de se ausentar para África e queria ser ele a celebrá-las. Ainda hoje me recordo das suas palavras: “Com St. António Maria Claret, como Patrono, apesar dos contratempos o Agrupamento há-de sempre vencer.”. Foram palavras reconfortantes e talvez proféticas. As promessas foram marcadas para o dia 31 de Março de 1974 e essa data marca o momento da formação oficial do nosso Agrupamento.
O primeiro elemento a fazer a Promessa foi precisamente o Pe. Álvaro Teixeira. As promessas realizaram-se na Igreja (Capela) e a festa foi no Seminário, que encheu com tanta gente que era impossível sair-se pelas portas, quando alguém necessitava de sair, era pelas janelas!!!
Na altura da fundação 31/3/74, como já referi, só havia a Alcateia e os Exploradores Juniores. Em 1978, fundou-se o grupo dos Exploradores Séniores e em 80/81, se não me falha a memória, o Clã (o célebre Clã 4), que traduziu o “Manual do Chefe de Equipa”.
O porquê do nº 46
Aquando da filiação do Agrupamento, o chefe Paraiso propôs na Junta Regional, que nos fosse dado o nº de um GRANDE Agrupamento de Lisboa que entretanto estava extinto, o 46. Foi aceite, tendo nós recebido toda a parte administrativa deste Agrupamento e algum material de campo que ainda existia. Por coincidência, o Chefe Velez, o chefe Regional que veio presidir às primeiras promessas do novo Agrupamento, tinha sido o último Chefe de Agrupamento do 46 de Lisboa. Muito do espólio que recebemos, correspondência e arquivos diversos, foi infelizmente perdido num incêndio de uma moradia que entretanto fazia de nossa Sede .
O Chefe Paraíso, depois de sair da Junta Regional, juntou-se a nós e foi uma enorme ajuda contar com a sua vasta experiência. Os seus 4 filhos, que estavam no Agrup. das Mercês, também vieram para cá. O mais velho, José Carlos Oliveira, é o actual Chefe Regional. Por cá, foi guia da Patrulha Mocho, nos júniores, guia como explorador sénior e não me lembro se guia (chefe de equipa) como Caminheiro.
As Actividades
Nos anos que se seguiam fizeram-se diversas actividades a nível local, regional e nacional. Comparecemos nos Acampamentos Regionais e Nacionais praticamente até aos anos 90. Recordo o Acampamento Regional de Mafra, em 1976, que juntou um número record de 500 elementos. Em 1977 ou 78, incentivámos uma actividade Regional, por altura do Natal, “NÃO AO CORTE DE PINHEIROS” e conseguimos alertar a POPULAÇÃO para carnificina que se fazia nos pinhais, aparecemos em jornais e falámos na Rádio Renascença.
Havia, programados pela Junta, uns encontros de Chefes de Agrupamento todos os meses. O nosso, foi o único que não teve faltas. Julgo que em 1980, na actividade do Jamboree do Ar, tendo a nossa base de rádio no Palácio da Pena em Sintra, aparecemos em fotografia na capa do Jornal Diário Popular.
Muitas foram as actividades que fomos fazendo ao longo dos anos: as actividades internacionais de Paris (Lobitos), Bécour (Exploradores), Ainsa, Gredos e Kandersteg (Agrupamento); os acampamentos de agrupamento da Ferraria, da Fontereira (Asterix), de Tomar (os Templários, 1994) de Ferrel (os piratas), de Serrazes (bardos), dos Açores (2001, com uma equipa de pais), de Alcácer (2012).
Os Chefes de Agrupamento
O primeiro Chefe de Agrupamento (CA) foi o Gabriel Fernandes. O Gabriel foi substituído na chefia do agrupamento pelo Carlos Alberto Batista. A seguir, foi CA o João Pelote e depois o Zé Carlos Oliveira. Por volta de 1983, o Zé Carlos Oliveira foi chamado para o elenco da Junta Regional, sendo substituído pelo Luis Soares. A seguir veio o João Oliveira que, em 1989, foi trabalhar e viver para Seia, não havendo na altura mais Dirigentes a não ser o Gabriel. A Junta Regional de Lisboa ponderou encerrar o Agrupamento, mas o Chefe Gabriel opôs-se. O delegado Regional, Pedro Rocha, frisou que se o Gabriel assumisse o cargo de CA não se “fechava” o Agrupamento e, foi assim que, durante cerca de dois anos, o Agrupamento sobreviveu com apenas dois dirigentes: o CA e o Assistente. Nesta fase difícil há que destacar o papel dos caminheiros de então, que assumiram a animação das Secções e mantiveram o Agrupamento vivo. Entre esses caminheiros conta-se o Luís Carvalho, que depois de fazer o CIP, assumiu o lugar de CA decorria o ano de 1991. Ao Luís sucedeu o Luís Elias que, em 2001, voltou a passar o cargo ao Luís Carvalho. Mais tarde, a Guida assumiu o cargo, tendo sido a nossa primeira CA mulher. À Guida sucedeu-se o Fred, até ao ano de 2014.
As Sedes
Como atrás referi, o Agrupamento começou em instalações do Seminário. Uns anos depois, as salas que ocupávamos foram precisas e tivemos de sair. Recebemos então a grande ajuda, que sempre nos deu, de um pai de alguns elementos do Agrupamento, o Sr. António Sabino Duarte, que nos cedeu uma moradia de que era proprietário, naquela que havia de ser a Av. de Sta. Maria. Este pai foi, por nossa proposta, louvado em Ordem de Serviço Nacional. Mais tarde, quando finalmente a CMS nos cedeu o terreno sito na Praceta de Sto. António, depois de muita insistência do Gabriel e dos dirigentes e pais de então, foi mais uma vez a familia Sabino Duarte que nos ajudou a erigir Sede que com muito orgulho hoje ocupamos.